Essa técnica é minha nova aquisição em termos de aprendizagem.
No começo achei que era só juntar os retalhos meio aleatoriamente, fazer um quilt e estava pronto.
Mas sou meio pesquisadora, aquela autodidata cheia de falhas, tateando aqui e ali, vou garimpando... então lá vai mais uma história sobre quilts, técnicas e nomes....
[...]
O Crazy aceita tecidos também variados, como: sedas, veludos, brocados, lãs, algodão e até mesmo um retalhos de um vestido antigo, um pedaço daquele sofá, e porque não a roupinha que seu filho usou no batizado, ou a gravata de seu marido. As possibilidades são infinitas eu diria.
Artistas na arte textil não param de criar e tem pessoas fazendo coisa simplesmente lindissimas. Uma delas é a Sharon e você pode conferir em http://inaminuteago.com/index.html
Essa é uma referencia há muitas outras, dentre elas uma de minhas fãs: Ana Maria que tem essa habilidade linda de tranformar pelo Crazy os retalhos em verdadeiras obras de arte.
Mas vamos a história:
Em minhas pesquisas encontrei uma referência ao Crazy, não exatamente a colchas ou mantas, mas sim a uma roupa. Essa roupa foi um traje colorido atribuido a fantasia de Arlequim, num carnaval de Veneza em 1162, é o que conta a historiadora Camille Cognac. Já no século 16 um outro grupo bem mais sofisticado, a realeza japonesa, adotaria o estilo crazy em suas bem elaboradas roupas: quimonos de seda e lã. Uma peça tecida em ouro com brocados de seda prata e damasco, usada por Uesugi Kenshin em 1560 ainda hoje existe conforme informa a fonte desse texto.
O fato é que a técnica crazy estimulou a criatividade das mulheres da Era Vitoriana que dedicavam o tempo ocioso a criar peças de decoração e de uso pessoal, desde de cadeiras de balanço a cobertas mortuária.
Como notou Sally Garoutte: "Melhor que desmaiando, melhor que colapsos nervosos, melhor que gim ou medicamentos registrados, Colchas Crazy eram a resposta de mulheres americanas às constrições da idade vitoriana."
Quando esta moda desapareceu e os gostos mudaram o patchwork crazy foi considerado como um dos piores exemplos de ornamentação vitoriana.
Hoje a idéia mudou e temos peças muito bem elaboradas, nada de louco, mas projetos bem estudados. Além da base fundamental da distribuição dos pedaços de tecidos é o bordado, ou embelezamento que dita o assunto que esta sendo discutido, já era assim no século do ócio. E hoje encontramos muito mais recursos, linhas, botões e tecidos, fitas, rendas e pontos cada vez mais requintados fazem do Patchwork Crazy uma técnica a princípio simples em sua base mas elaboradissima nos arremates.
Para ver mais sobre Crazy visite os sites:
- Caron The History of Crazy Quilts
- Crazy Quilts
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Crazy
O estilo Crazy se compõem basicamente na costura de retalhos em cores diferentes, formas irregulares e tamanhos variados.
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1 comentário
Olá Lúcia !
Gostei muito dessa técnica ,diferente, bem elaborada e a história é muito bacana .
Parabéns!
Beijos
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