quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Redwork


Redwork é um estilo de bordado à mão bem simples, porém tem a propriedade de ser usado em elaboradas mantas e ou colchas, assim como decora delicadas peças infantis a sofisticadas blusas e camisas de linho.


Geralmente o padrão tradicional do redwork são flores, animais, meninas camponesas, fazendas, frutas, objetos comuns, ...


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mas artistas da agulha em momentos de maior inspiração aproveitaram o método simples do redwork para criar elaborados desenhos.

E este estilo simples, no século 19, nos Estados Unidos virou mania. Popularizou-se tanto que praticamente toda casa tinha peças elaboradas com essa técnica.

Porque vermelho?
Na época havia uma tintura vermelha chamada Turkey Red, provinda de uma raiz e importada da Turquia, portanto um corante natural que não descorava ao lavar e nem manchava os tecidos, como dizem alguns: “não sangrava para os tecidos”. Então o principal motivo para ser vermelho foi essa questão, a segunda era porque não existiam muitas gamas de cores em fios e porque as cores não eram firmes.

O estilo redwork era perfeito para contrastar com o branco dos tecidos.

O estilo de bordado foi importado da Europa, muito popular na Era Vitoriana, desenhos bordados sobre o linho em almofadas para banheiro até alfineteiros, trapos que se usavam para limpar canetas até prendedores de cabelo, guardanapos para cobrir cestas de picnic até as elaboradas colchas e mantas.
Assim como fazia parte dos bordados das roupas étnicas de vários povos europeus.
O estilo crazy de 1880 também recebeu o redwork, e colchas foram elaboradas com sucatas de seda e decoradas caprichosamente com imagens bordas nesse estilo.

Mesmo depois, em 1875 quando já existiam outras cores produzidas através de corantes sintéticos, o Turkey Red permaneceu sendo o preferido.
A DMC produziu a cor nº 498 (azul-vermelho), a nº 321 (vermelho-alaranjado) e a nº 304 (cereja-vermelho) todas dirigidas para o redwork.
A partir do estilo redwork costureiras e bordadeiras têm aproveitado o conceito do monocromático para criar outros estilos, como: bluework e greenwork
Nos Estados Unidos o estilo redwork tomou grandes proporções eram comuns se fazer grandes exposições e feiras de amostras de trabalhos manuais e foi o estilo redwork que mais colaborou, tanto em ditar moda como abriu um mercado de trabalho que inseria principalmente a mulher.
Revistas e jornais divulgavam amplamente a técnica, oferecendo informações e instruções ajudando dessa forma a popularizá-la.

O comércio por correspondência vendia moldes e as lojas de armarinho, pequenos quadrados de tecido próprios para o redwork, levando a técnica até as elaboras colchas e mantas, os quilts.
Era comum que igrejas e associações angariassem fundos para suas causas, então se confeccionavam colchas ou acolchoados nessa técnica, as peças eram tão bem elaboradas que pessoas pagavam para terem seus nomes gravados nelas, o que ajudou a popularizar mais ainda o estilo.
Desenhistas se dedicaram a criar desenhos e do simplório cotidiano das fazendas com seus animais e vida simples surgiram notáveis idéias refletindo uma história de época. De simples objetos de uso pessoal e doméstico o estilo ganhou status de arte e tornou-se um movimento artístico.
Indivíduos expressavam-se através dos desenhos do redwork e marcaram fases importantes da história da nação, hoje essas peças servem de indícios e marcos para datas, são documentos históricos, reflexo de acontecimentos e estados de alma.
Tiravam inspiração dos acontecimentos do dia-a-dia, mas também da literatura, da propaganda, das charges, da moda, da indústria, dos desenhos nos papéis de parede, enfim quase tudo servia de modelo.
Algumas peças foram de tal forma elaborada e projetada para representarem causas que se tornaram oficialmente documentos registrados em órgãos públicos.
Também foram uteis às mulheres que se aproveitando do estilo demonstraram através do bordado suas convicções, canalizando suas habilidades e energias num trabalho desses, provaram fazer a diferença nas causas que abraçaram.

A técnica é bem simples e consiste em trabalhar sobre um risco previamente desenhado no tecido utilizando pontos simples como o ponto haste, o ponto cadeia, o ponto margarida, o ponto cruz e o nó francês. O desenho ou risco é transferido para o tecido através de alguns métodos, tais como: papel perfurado, ferro quente e carbono.

E para incentivar na criação de trabalhos na técnica redwork ofereço alguns riscos para que possam sem usados em algum trabalho que desejem fazer.
Vejam em nova postagem os riscos para Redwork.

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